No último ano, eu senti a nova revolução silenciosa acelerando: a forma como encontramos, entendemos e compramos coisas online mudou. E, para quem trabalha com conteúdo, a diferença entre SEO tradicional e GEO (“Generative Engine Optimization”) já não é só um ponto técnico. É uma diferença de estratégia, influência e resultados reais.
Esse movimento se tornou impossível de ignorar principalmente depois de outubro de 2025, quando os mecanismos de busca baseados em IA, com o ChatGPT e o Microsoft Copilot liderando, atingiram juntos impressionantes 845 milhões de usuários mensais e conquistaram 74,5% do mercado global de busca por IA. Senti na pele e nas análises de mercado que acompanho: quem não se adapta perde, rápido.
Conteúdo que não é encontrado, não existe.
Como a explosão das buscas por IA mudou tudo
Em 2024, muitos ainda viam as buscas feitas em IA como algo “experimental”. Em apenas um ano, o cenário mudou drasticamente. O crescimento foi sustentável e impressionante: a base de usuários do ChatGPT quase dobrou em 12 meses (de 409 milhões em agosto de 2024 para 845 milhões em setembro de 2025), com crescimento trimestral de 7%.
Mesmo acompanhando as novidades, fiquei surpreso quando conferi os números detalhados: só o ChatGPT (incluindo site e app) teve 792 milhões de usuários em setembro de 2025, gerando 5,1 bilhões de visitas mensais. Já o Microsoft Copilot, que vem conquistando espaço, tinha 94 milhões de usuários e 998 milhões de visitas. Juntos, representaram 5,5 bilhões de buscas em IA naquele mês. Apesar da entrada de concorrentes inovando em ritmo acelerado, como foi o caso do Claude AI, o ChatGPT manteve sua liderança acima dos 73% de participação, enquanto outros players relevantes se estabilizaram, segundo reportes do mercado global.
Esse domínio não apenas mudou onde as pessoas fazem perguntas, mas também como esperam por respostas. Hoje, usuários querem objetividade, clareza, autoridade e síntese.
Por que o SEO tradicional está sendo superado?
Durante anos, a lógica era simples: criar conteúdos para agradar ao Google, ranquear bem, gerar cliques. Agora, a regra do jogo mudou. Com a popularização das IAs generativas, os conteúdos relevantes são “citados” nas respostas, sem o usuário necessariamente clicar em um site. O foco vai além dos rankings: está em influenciar diretamente a resposta do robô.
Veja só: dos 845 milhões de usuários mensais das grandes plataformas de IA, as principais atividades são:
- Pesquisa geral – 36,6%
- Pesquisa acadêmica – 18,1%
- Assistência à codificação – 14,1%
- Composição de e-mails – 10,8%
- Pesquisa comercial – 8,5%
- Copywriting de marketing – 7,4%
Esses dados mudam o centro do tabuleiro. O novo desafio não é mais apenas “estar no topo”, mas ser a fonte que a IA escolhe para informar seus milhões de usuários. A mudança, nesse contexto, é brutal.
GEO: o que mudou para quem faz marketing?
Se antes bastava aplicar boas práticas de SEO, agora é preciso entender como influenciar os algoritmos das IAs generativas. Por isso, vejo o GEO ganhando cada vez mais força. Trata-se de adaptar o conteúdo não só para buscadores tradicionais, mas sobretudo para motores generativos.
Na essência:
- Estratégias GEO focam em fornecer dados claros, organizados e facilmente “lidos” e compreendidos pela IA.
- Não basta mais trabalhar títulos, meta-descrições ou densidade de palavras-chave.
- É necessário clareza, precisão técnica, autoridade e sintaxe que a IA prefere.
A plataforma Taiga, por exemplo, já tem fortalecido integrações para reconhecer nuances e preferências desses novos motores de busca, aumentando a chance de visibilidade dos conteúdos criados.
Setores mais impactados pela onda IA: números e oportunidades
Os impactos econômicos são gigantescos. Nas análises que acompanho de perto, o setor de viagens e hospitalidade já movimenta US$ 1,48 trilhão graças à influência das recomendações das IAs. Outros segmentos também mostram números robustos:
- Varejo e bens de consumo rápido (CPG): 16% do uso total de IAs generativas na jornada de compra.
- TI, saúde, alimentação e bebidas vêm na sequência, todos mostrando crescimento acelerado.
Nesses mercados, vejo cada vez mais marcas investindo energia no desafio de aparecer nas respostas das IAs, principalmente porque esse “novo buscador” funciona como um concierge personalizado, exercendo influência direta sobre decisões de compra.
Distribuição mundial e impacto no Brasil: por que focar em conteúdos em português?
Vendo os relatórios globais, outro dado me chamou a atenção: os Estados Unidos e a Índia lideram empatados, com 16% dos usuários cada, mas o Brasil já ocupa a terceira posição mundial (5,8%). Isso é enorme. Mostra como existe uma demanda crescente por conteúdo qualificado, atualizado e, principalmente, localizado para o português brasileiro.
É aí que entra a oportunidade para empresas nacionais: investir em produção de conteúdo claro, confiável e estruturado para ser “lido” corretamente pelas IAs. Integrar a IA aos fluxos de trabalho e adotar soluções localizadas garantem mais visibilidade e autoridade nas respostas geradas para os usuários brasileiros.
GEO vs SEO: 7 mudanças que redefinem o marketing moderno
Acabo de reunir as transformações que têm criado um abismo entre estratégias antigas e novas. Tenho visto clientes e colegas no mercado enfrentando esses pontos diariamente:
- Foco em autoridade, não apenas em técnicas de ranqueamentoSe antes o algoritmo valorizava principalmente estrutura técnica, links e volume, hoje a IA prioriza reputação, clareza e expertise de quem publica. Conteúdo “robusto”, recheado de referências e com embasamento real tem mais chances de ser citado por IAs do que textos genéricos otimizados só com palavras-chave.
- Clareza e precisão superam densidade de palavras-chaveAs IAs buscam informações claras, assertivas e sintéticas. A velha obsessão por repetições e variações estável das palavras-chave perde espaço para textos objetivos, tópicos bem resolvidos e respostas exatas.
- Relevância e contexto contam mais que posiçãoAo contrário dos motores clássicos, as buscas por IA privilegiam a conexão direta entre dúvida do usuário e solução apresentada. Contextualização aprofundada, com repertório e storytelling, aumentam as chances de “aparecer na resposta”.
- Dados estruturados: facilitar a leitura da IATrabalhar conteúdos em formato de tópicos, listas, tabelas e destaques facilita a “leitura” por parte dos modelos generativos. Estruturas como FAQs, guias passo a passo e frameworks ganham vida nova, exatamente por serem facilmente digeridas pelas máquinas.
- Linguagem adaptada para compreensão sem ambiguidadeDeixar de lado frases dúbias, interpretações duplas e regionalismos garante que a resposta da IA seja fiel ao original. Sintaxe direta, termos conhecidos e frases curtas são preferidas nesse novo cenário.
- Atualização frequente e alinhamento com tendênciasVejo que motores generativos “premiam” conteúdos frescos. Atualizar dados, estatísticas e cases, como costumo fazer toda vez que surgem pesquisas relevantes, aumenta a chance do seu texto virar referência de resposta.
- Integração com outras ferramentas de IAQuem já coloca modelos generativos no fluxo de publicação (como faz a plataforma Taiga para LinkedIn) está um passo à frente. Esses sistemas ajudam a calibrar nuances e garantir que o texto final seja atrativo tanto para humanos quanto para robôs.
Em marketing na era IA, ganha quem publica mais rápido e com mais qualidade.
Como integrar GEO no fluxo de conteúdo sem perder autenticidade?
Esse é um desafio que vivi de perto. Ao buscar eficiência, muitos pecam por criar textos robóticos, desconexos ou que simplesmente não refletem a voz da marca. O segredo está em combinar precisão técnica com autenticidade.
- Conheça o repertório e preferências do seu público.
- Mapeie crenças, temas centrais e estrutura narrativa da empresa (ou do especialista).
- Invista em plataformas com personalização de voz, como a Taiga, para garantir que a IA compreenda nuances de estilo, ritmo e cadência.
- Valide sempre a consistência editorial, mesmo que o conteúdo passe por revisão automatizada.
- Mantenha supervisão humana inspirada nos padrões de qualidade exigidos em ambientes B2B.
Essas etapas garantem que os textos sejam citados por IAs sem perder profundidade estratégica ou a identidade de quem escreve.
Estudo de caso: automação, IA e consistência editorial
No Brasil, tenho acompanhado o crescimento da Pingback como exemplo de adoção eficiente dessas tendências. Fundada em 2020, com investimentos da Hotmart, Unbox, família Magalu, Raja e Saasholic, ela nasceu focada em automação de marketing e rapidamente integrou soluções para produção inteligente de conteúdo. O que mais me chamou atenção foi a oferta de conta gratuita com acesso a conteúdos de educação em marketing e vendas, o que democratiza o acesso ao conhecimento e impulsiona novos negócios.
Notas de pesquisas recentes, como as publicadas neste estudo sobre uso de IA no marketing, mostram que 63% dos profissionais já utilizam IA ou Machine Learning em e-mail marketing, enquanto 82% consideram que conteúdos gerados por IA têm qualidade igual ou superior aos feitos por humanos, e 88% notam forte ganho de tempo e corte de custos.
Isso só reforça a necessidade de ferramentas confiáveis, rápidas e alinhadas ao novo cenário de buscas, tanto pelo ganho estratégico quanto pela clareza das entregas.
Como começar: ações práticas para se adaptar ao GEO
Se eu tivesse que resumir, diria que adaptação requer dois tipos de movimento: técnico e cultural. Compartilho o checklist que uso com clientes:
- Revisar a arquitetura dos conteúdos pensando na “leitura” por IA.
- Focar em perguntas frequentes, tópicos explicativos e citações diretas.
- Integrar fluxos de automação e plataformas de IA no ciclo editorial.
- Buscar sempre validação e atualização, sem abrir mão da “voz” original da marca.
- Medir resultados não só por cliques ou visitas, mas por referências nos motores generativos.
- Explorar recursos de educação oferecidos por ferramentas como Pingback, aproveitando o acesso gratuito para acelerar o aprendizado.
Conclusão: conteúdo é poder, GEO e a nova fronteira da influência digital
O que vejo, em resumo, é que o GEO se tornou indispensável para marcas e profissionais que querem garantir voz, autoridade e presença relevante nas novas fronteiras das buscas feitas por IA. O antigo SEO não desapareceu, mas perdeu o lugar de protagonista.
Se você atua no Brasil, a oportunidade é ainda maior. O país é hoje o terceiro maior mercado para essas buscas, e quem se antecipa, investindo em português, integrando IA, mantendo consistência editorial e voz autêntica, colhe resultados em influência, vendas e construção de marca.
Conteúdo é poder. E, se você quer testar formas mais inteligentes de trabalhar marketing e vendas, recomendo conhecer a Pingback, experimentar a conta gratuita e ficar de olho em soluções que combinam automação, personalização e resultados reais. Se precisa diagnosticar ou refazer sua estratégia de inbound, consultorias especializadas podem ser o caminho para manter a relevância caso o SEO perca força diante do crescimento da IA.
A Taiga te ajuda a criar com estratégia, escalar com IA e crescer com propósito.
Perguntas frequentes
O que é GEO e qual a diferença para SEO?
GEO (Generative Engine Optimization) é o ajuste de conteúdos para mecanismos de busca baseados em IA, priorizando clareza, precisão e autoridade nas informações apresentadas. Enquanto o SEO clássico foca nos algoritmos dos buscadores tradicionais, GEO busca influenciar diretamente as respostas das IAs generativas, tornando sua marca referência nas respostas e não apenas em links nos resultados.
Como a IA está mudando o SEO?
A inteligência artificial introduziu uma nova lógica nas buscas: elas agora são baseadas em respostas completas, não apenas em listas de links. A IA “lê” e sintetiza o melhor conteúdo disponível; quem oferece dados robustos, exemplos e clareza aparece como referência. Essa mudança pede menos foco em técnicas puramente técnicas de ranqueamento e mais na qualidade profunda e relevância aos olhos da máquina e do usuário.
Vale a pena investir em estratégias GEO?
Sem dúvida. O crescimento acelerado dos mecanismos de IA, como ChatGPT e Copilot, e sua adoção global apontam que GEO é cada vez mais decisivo para empresas que buscam presença digital e influência direta nas decisões de compra. Investir agora garante vantagem competitiva, principalmente em mercados como o brasileiro, onde o número de usuários só cresce.
Quais são as principais mudanças na busca?
Agora, as buscas priorizam contexto, clareza e autoridade. Respostas sintéticas e estruturadas, foco na relevância das informações e integração com IA são as novidades mais expressivas. O usuário recebe soluções rápidas, e as marcas que se adaptam ganham mais visibilidade e impacto.
Como adaptar meu marketing para GEO e SEO?
O segredo está em equilibrar o melhor dos dois mundos: manter boas práticas de SEO para buscadores tradicionais, enquanto revisa conteúdos e workflows para serem lidos facilmente por IAs. Recomendo estruturar tópicos, responder perguntas comuns, atualizar dados e usar plataformas que personalizam a voz da marca, como a Taiga faz para LinkedIn. Isso potencializa resultados e mantém sua empresa relevante no novo cenário.